quinta-feira, 5 de abril de 2012

Cogeração de energia na ETE Arrudas


Copasa inaugura unidade de cogeração de energia na ETE Arrudas

Novo sistema, com capacidade de 2,4 MW, aproveita gás metano liberado no processo de tratamento do esgoto. Economia deve ser de R$ 2,7 milhões por ano

Da Agência CanalEnergia, Operação e Manutenção
04/04/2012
A central termoelétrica da Estação de Tratamento de Esgoto Arrudas, em Sabará (MG) foi inagurada na última terça-feira, dia 3 de abril. O sistema de cogeração de energia evita que gases poluentes sejam eliminados no meio ambiente, além de fornecer 90% da energia consumida pela ETE. O investimento de R$ 50 milhões, realizado pela Copasa - empresa de saneamento -, na estação garante um sistema com capacidade de produção de 2,4 MW, o suficiente para abastecer cerca de 3 mil residências.

A estrutura da central aproveita o gás metano que é eliminado em uma das fases de tratamento de esgoto, fruto da reação anaeróbica realizada dentro de biodigestores. O metano é altamente poluente, e, no sistema, é canalizado para a central termoelétrica, onde é queimado e gera calor para girar as turbinas e produzir eletricidade. Com a nova fonte de energia a Copasa pretende economizar R$ 2,7 milhões por ano.

O processo ajudará ainda a aumentar a eficiência dos biodigestores, acelerando o trabalho e aumentando a capacidade atual do tratamento na ETE. “A ação é inovadora, mas simples. O processo de tratamento de esgoto gera efluentes líquidos, sólidos e gasosos. Os gases antes lançados na atmosfera na forma de gás carbônico, ampliavam o efeito estufa. Agora, se transformam em energia elétrica, utilizada no próprio processo de tratamento de esgoto. É um investimento inteligente, que contribui com o meio ambiente, para a qualidade de vida, permitindo que os recursos economizados sejam reaplicados continuamente em benefício da população”, explicou o presidente da Copasa, Ricardo Simões.


Para mais informações, acesse o link abaixo:

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Treinamento SFCR

Fiz esse curso de instaladores em Ribeirão Preto, pela Blue Sol em parceria com o SENAI, e recomendo para quem quer atuar no mercado de Sistemas Fotovoltaicos Conectados a Rede (SFCR). Sai até no vídeo...

sexta-feira, 30 de março de 2012

Verdade ou Mito?



Gadget alemão purifica a água em poucos minutos



Os alemães Friso Krahmer e Lars Gerd Piwkowski criaram o Hyquator, um dispositivo movido aenergia solar. A tecnologia pode filtrar a água suja ou inativar e impedir o crescimento de todos os tipos de micro-organismos em poucos minutos. 


O Hyquator é pequeno o suficiente para ser levado no bolso e usa células solares para recarregar uma pequena bateria. Seus criadores garantem que ele é capaz de fornecer até cem copos de água potável em uma carga da bateria. Para isso, o gadget não usa filtros, nem luz ultravioleta. Além disso, ele não necessita de componentes químicos adicionais. 

Krahmer e Piwkowski afirmam que o aparelho consegue higienizar até mesmo água com altos níveis de partículas em suspensão, que costuma acontecer em áreas afetadas pelas inundações, ou águas barrentas de lagos e rios. 

O aparelho é controlado por um microprocessador e equipado com sensores capazes de medir os parâmetros ambientais. Então, a luz vermelha indica que água não está pronto para o consumo, enquanto a a luz verde acompanhada de um sinal sonoro mostra que a água já pode ser ingerida. 

O projeto foi promovido pela Kickstarter Project Funding Platform. Ela é considerada a maior plataforma mundial para financiamento de projetos criativos. Porém, ele ainda não está sendo produzido. O problema é que o prazo disponibilizado pelo site já acabou, mas a quantia atingida foi inferior a necessária. 



Fonte: Vanessa Daraya - INFO Online - 30/03/2012

quarta-feira, 28 de março de 2012

Faixa de GAZA: Fonte Segura de Energia


Hospital em Gaza investe em painéis solares

Falta de combustível ameaça parar geradores de instituições da região.




No hospital Shifa, na faixa de Gaza, as máquinas de cinco dos 15 leitos da unidade de terapia intensiva são abastecidas por energia solar. Assista ao vídeo.
A falta de combustível e eletricidade na região levou ao investimento.
Os painéis solares foram doados por um grupo italiano e instalados no telhado do prédio do hospital.
O Ministério da Saúde de Gaza já afirmou que os estoques de combustível para geradores hospitalares só devem durar até quinta-feira.
A crise começou há dois meses com uma disputa sobre pagamento e entrega de combustível entre o Hamas, que governa Gaza, e os vizinhos do Egito.
Fonte: G1

terça-feira, 20 de março de 2012

Ano Zero da Energia Solar no Brasil



As empresas do setor elétrico começam a tirar do papel os projetos de pesquisa e desenvolvimento que têm o objetivo de tornar a energia solar economicamente viável no País. No ano passado, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou 18 propostas, que totalizam cerca de R$ 400 milhões e buscam encontrar as tecnologias capazes de derrubar o preço da energia fotovoltaica a um terço do cobrado atualmente.
As empresas têm prazo de três anos para apresentar resultados. Entre os projetos apresentados, os maiores investimentos individuais são os da Tractebel, avaliado em R$ 60 milhões, e o da Companhia Paranaense de Energia (Copel), de R$ 50 milhões. Para testar a viabilidade da energia solar, empresas deverão instalar painéis fotovoltaicos em locais conhecidos de São Paulo, como o Parque Villa-Lobos (projeto de R$ 13 milhões da Companhia Energética de São Paulo - Cesp) e o futuro estádio Itaquerão (investimento de R$ 24 milhões da AES Eletropaulo).
Na corrida para ganhar conhecimento e competitividade no setor, a Cesp e a CPFL estão trabalhando rapidamente para instalar seus painéis já nos próximos meses. A Cesp informa que a assinatura do contrato para o "plantel" de energia solar no Parque Villa-Lobos será assinado no mês que vem. A expectativa é que os testes comecem até o fim de 2012. Já a CPFL já iniciou o trabalho de seu projeto - que também consumirá R$ 13 milhões - e prevê a conclusão para o início do ano que vem.
Para economizar investimentos com linhas de transmissão, a CPFL decidiu construir seu projeto na Subestação Tanquinho, em Campinas (SP). Segundo o diretor de estratégia e inovação da CPFL Energia, Fernando Mano, a capacidade instalada é pequena, suficiente para abastecer 650 clientes com consumo de 200 kWh por mês. "Estamos buscando uma forma de aproveitar melhor a insolação do Brasil. E queremos ser pioneiros nesse segmento", afirma Mano.
Como a ideia é testar tecnologias, a capacidade instalada dos 18 projetos apresentados à Aneel não será suficiente para dar qualquer relevância comercial à energia solar no País. Hoje, são oito projetos em operação no País, que tem relevância zero no total da eletricidade consumida no Brasil. Os oito projetos já em operação não envolvem as companhias elétricas, mas sim institutos de pesquisa, grandes grupos nacionais (caso do EBX, de Eike Batista) e multinacionais como a Dupont.
Preços. Hoje, o megawatt/hora de origem fotovoltaica custa pelo menos R$ 300, bem mais do que a mesma quantidade de energia proveniente de parques eólicos, vendida por cerca de R$ 100, e de usinas hidrelétricas, que fica um pouco abaixo desse patamar. Como ocorreu com a energia eólica nos últimos oito anos, a ideia é que o preço da energia de fonte solar seja reduzido a um terço do valor atual em poucos anos (leia quadro).
Um dos motivos para o atraso na energia solar é a relativa segurança energética do Brasil - um dos poucos testes a essa tranquilidade foi o apagão de 2001.
Segundo Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a pressão por fontes alternativas é maior na Europa, por exemplo. "Lá, eles dependem de petróleo e gás importados, que têm um impacto econômico grande, ou então do carvão, que é muito poluente", explica o especialista.
No entanto, há empresas que já fazem investimentos apostando no crescimento do setor. A Tecnometal, metalúrgica que fatura R$ 350 milhões por ano, já iniciou a produção de placas fotovoltaicas - mercado que terá de disputar com pesos pesados internacionais, como a alemã Siemens. Segundo Bruno Topel, responsável por projetos especiais na empresa, a Tecnometal será fornecedora em pelo menos cinco dos projetos de pesquisa aprovados pela Aneel.
O executivo admite que os gastos se baseiam apenas na "fé no futuro" do setor. "Ainda estamos no 'dia um do ano zero' da energia solar no Brasil", afirma Topel. Ele ressalta que a empresa está preparada para fornecer um sistema de placas totalmente produzido no Brasil. E diz que a aposta da Aneel na energia solar vem para validar sua crença pessoal no setor. "Venho trabalhando nisso há 30 anos. Pelo menos agora sei que não sou louco."
Fonte: FERNANDO SCHELLER - O Estado de S.Paulo