quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Combustível solar quer seduzir carros e aviões

A descoberta na Suíça de um combustível para carros e aviões feito com energia solar enfrenta agora seu principal desafio: conseguir um lugar ao sol no mercado.

Cientistas de duas universidades da Suíça desenvolveram uma nova maneira de fazer um combustível neutro em carbono. Eles esperam que ela possa se tornar comercialmente viável até o fim da década.


A técnica envolve a separação de água e dióxido de carbono dentro de um reator, concentrando a energia solar no ciclo termoquímico.

Os raios solares são concentrados até uma força de 1.500 sóis e direcionados em um reator contendo um óxido de metal chamado cerium. Água ou CO2 são inseridos e despojados de seu oxigênio pelo cerium criando hidrogênio e monóxido de carbono - conhecido como syngas ou gás sintético.

Esse gás pode ser facilmente transformado em combustível líquido para carros convencionais e aviões de linha. O processo inteiro só usa energia do sol e os veículos emitem apenas o carbono originalmente extraído da água ou do CO2 na criação do combustível.


Melhorar a eficiência

As primeiras experiências bem sucedidas - realizadas por equipes da Escola Politécnica Federal de Zurique (ETH Zürich), do Instituto Paul Scherrer, no cantão de Aargau, e do California Institute of Technology - aproveitaram cerca de 0,8% da energia solar utilizada na reação.

A próxima meta é aumentar a eficiência para níveis acima de 15%, de acordo com Aldo Steinfeld, professor de mecânica e engenharia de processos na ETH.

"No atual baixo nível de eficiência, o combustível produzido seria muito mais caro que os combustíveis convencionais", disse à swissinfo.ch. "Quem vai pagar duas ou três vezes mais para reabastecer seu carro com gasolina solar ao invés da tradicional?"

"Mas, assim que alcançármos o alto nível esperado, estaremos prontos para o caminho da comercialização", acrescentou.

A produção comercial do combustível solar deve ser possível até 2020, de acordo com a equipe. Para isso seria necessário construir instalações com torres solares para gerar os megawatts de energia solar equivalentes aos 2.000 watts usados nos testes de laboratório.


Barreiras comerciais

Tal projeto solicitaria, inevitavelmente, a participação da indústria e do capital de risco. Mas o setor de tecnologia limpa está cheio de boas idéias que não conseguiram vingar no mundo comercial, de acordo com Rolf Hartl, da “Swiss Oil Association”.

"O problema é que o resultado pode ser bem diferente no laboratório em comparação com a produção em escala industrial", disse à swissinfo.ch. "É crucial implantar tais projetos no caminho certo".

Rolf Hartl lembra da excitação inicial que houve com o projeto de substituir combustíveis fósseis por hidrogênio, há 20 anos atrás, e que hoje tem sido posto meio de lado por causa dos obstáculos do mundo industrial. "Mas eu não gostaria de ser muito negativo porque a energia solar é gratuita e abundante, o que torna este projeto muito interessante", disse.

A decisão da ETH em não patentear a descoberta causou um certo espanto, já que a instituição estuda uma forma de comercializar a idéia. A ETH optou contra a proteção de patentes "para permitir mais pesquisas" durante os dez anos necessários para obter o sucesso esperado pelo setor industrial.

Mas Steinfeld está convencido de que combustíveis limpos produzidos com energia solar vão render bastante em um futuro bem próximo.

Uma das razões principais é que a abundância de energia solar gratuita tornaria o preço desse combustível menos volátil que a situação atual do petróleo e do gás. Além disso, a oferta ilimitada da energia do sol também ajuda a manter a estabilidade dos preços.

Steinfeld está convencido de que os argumentos ambientais terão a palavra final sobre o futuro do abastecimento mundial de energia.

"Em algum momento o preço dos combustíveis fósseis vai refletir a poluição que causam ao meio ambiente. Nós acreditamos que quando esses custos externos forem levados em conta, o preço da gasolina solar será o mesmo da gasolina convencional ou até mesmo mais barato do que ela", declarou Steinfeld.

"Ainda levará alguns anos, mas tenho certeza que isso vai acontecer no futuro".


Fonte: Matthew Allen, swissinfo.ch
Adaptação: Fernando Hirschy

Cimento transparente ajuda a economizar energia


A Shangai World Expo 2010 acabou há algum tempo, mas só agora algumas das coisas mais bacanas apresentadas lá começaram a aparecer.

O cimento transparente, por exemplo, é uma invenção do grupo italiano Italcementi e foi usado para construir o pavilhão do país na China durante a exibição.

O novo material vem sendo pesquisado desde junho de 2008. Batizado de i.light, ele é um uma união de resinas especiais que, ao serem misturadas no cimento comum, resultam em um material sólido, porém semi transparente. A mistura não causa rachaduras na obra e permite uma bela economia de luz.

Fonte: http://eco4planet.com

Reator usa sol, água e CO2 para gerar combustível


Um reator capaz de produzir rapidamente combustível a partir da luz solar, com o uso de dióxido de carbono e água, é a novidade descrita por um grupo de cientistas na edição atual da revista Science

O processo, que emprega também um óxido do raro metal cério, é semelhante ao observado no crescimento das plantas: o uso de energia do sol para converter dióxido de carbono em polímeros baseados em açúcar, isto é, compostos orgânicos.

Os compostos derivados da fotossíntese podem perder oxigênio por meio da degradação no subsolo durante milhares de anos (cujo resultado são os combustíveis fósseis como o petróleo) ou por um processo muito mais rápido de dissolução, fermentação e hidrogenização, empregado na produção de biocombustíveis.

Até agora, a conversão de luz solar em combustível químico não se mostrou um processo eficiente e a geração de combustível solar, na prática, continua distante.

Na nova pesquisa, William Chueh, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos, e colegas demonstram um possível modelo de reator para essa produção.

No modelo, a luz solar é concentrada para aquecer o óxido de cério a uma temperatura suficiente para que o oxigênio se desprenda de sua estrutura. O modelo então também tiraria átomos de oxigênio da água ou do dióxido de carbono para substituir os que foram perdidos no óxido, resultando na produção de hidrogênio e de monóxido de carbono.

O hidrogênio e o monóxido de carbono que sobraram podem ser combinados de modo a produzir combustíveis por meio de uma nova catálise, de acordo com a Info.

O modelo conta com uma abertura para permitir a entrada de luz solar de forma concentrada e desenhada de modo a refleti-la internamente por múltiplas vezes, garantindo a captura eficiente da luz. Peças cilíndricas do óxido são posicionadas dentro da cavidade e passam por centenas de ciclos de aquecimento e esfriamento de modo a induzir a produção de combustível.

Fonte: http://eco4planet.com

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O Próximo Passo!

Amigos e amigas, esse ano foi de muita luta, determinação e perseverança. Alguns sonhos concretizados, outros planejados. Quero externalizar o desejo de muita força e alegria para podermos continuar enfrentando os novos e velhos desafios.

Ano que vem promete, assim queira Ele.

De antemão, quero divulgar alguns equipamentos solares e serviços em sistemas fotovoltaicos que ofertaremos em 2011.

Abaixo segue uma amostra de um aparelho portátil de produção de energia elétrica a partir da radiação solar. De fácil instalação e chamado de AnyWhere Lightining Solar Powered System, o produto é ideal para iluminação em qualquer lugar . Seja em acampamentos, viagens, em casa ou na praia, o kit oferece a mobilidade e a diversificação do uso do recurso renovável solar.

O Kit vem nessa caixinha da altura de uma garrafa de vinho normal.

As baterias são acopladas nas lâmpadas de Leed.

Nesse novo ano, vou plantar uma arvore dentro do meu coração e nela pendurar os nomes de todos os meus amigos, os amigos de longe, os amigos de perto, os antigos e os recentes. Todos que estão na minha vida.

Uma arvore forte, raízes profundas, para que nunca sejam arrancadas do meu coração. Uma árvore de sonhos agradáveis para que nossa amizade seja um momento de repouso nas lutas da vida.

Que nossos sonhos não se percam e que, neste final de ano, a esperança do amanhã seja renovada!

Que em 2011, nós tenhamos saúde para caminhar, amigos para ajudar, amor para perdoar, sabedoria para sonhar, sorte para prosperar e anjos para nós proteger.

Obrigado, Freddy Leitão!


Fatos&Fotos: Ilha da Madeira - Portugal

De férias pela Europa, minha querida mãe resolver clicar os aproveitamentos energéticos dos recursos renováveis por onde ela passou. Nessa primeira parada, as fotos são do arquipélago da Ilha da Madeira em Portugal.

Vista aérea das turbinas eólicas na ilha.

Velho moinho de vento.

Sistema de aproveitamento solar fotovoltaico.






segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Fotos&Fatos: Eólica na Espanha

Bloggeiros(as), essas fotos foram enviadas por uma amiga espanhola. Não tenho muitas informações, queria mesmo era só compartilhar...







Brinquedinho Solar

Uma dica de presente pra quem ainda está atrasado, me deram o toque desse mini carro movido a energia solar.
Um carrinho de brinquedo que se movimenta enquanto exposto a luz solar e que para ao ter a incidência luminosa interrompida.
Tem para comprar no link abaixo:


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

World Energy Outlook 2010

Da Agência Ambiente Energia – Apesar da manutenção do domínio das fontes fósseis, a nova edição do World Energy Outlook – WEO 2010, da Agência Internacional de Energia (AIE) revela um cenário promissor para as fontes renováveis de energia. Segundo o documento, o uso das energias hidrelétrica, eólica, solar, geotérmica e biomassa triplica em 2035, com sua participação na demanda da energia primária total de 7% para 14%. A participação da energia nuclear também aumenta, saltando de 6% em 2008 para 8% em 2035. Veja abaixo um resumo dos principais pontos do World Energy Outlook.

Energia e mudanças climáticas

No tocante às mudanças climáticas, segundo o documento, a reunião das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas realizada em dezembro de 2009, em Copenhague, representou um marco, ainda que tenha ficado aquém das expectativas. O Acordo de Copenhague – ao qual se associaram todos os principais países emissores – definiu um objetivo não vinculativo de limitar o aumento da temperatura global a dois graus Celsius (2°C) acima dos níveis da época pré-industrial. Estabeleceu igualmente para os países industrializados o objetivo de mobilizarem recursos financeiros destinados a mitigar e adaptar as alterações climáticas nos países em desenvolvimento, de 100 bilhões de dólares por ano até 2020, e exigiu dos países industrializados que fixem objetivos de emissões para o mesmo ano. Todavia, os compromissos anunciados subsequentemente, mesmo se fossem integralmente cumpridos, permitiriam percorrer apenas uma parte do caminho em direção ao objetivo dos 2°C. Cumpre mencionar que o Brasil foi dos poucos países que apresentaram metas concretas e substantivas de redução de emissões.

O WEO 2010, salienta ainda que as perspectivas mundiais da energia até 2035 dependerão de uma forma crítica das ações políticas governamentais e da maneira como essas ações afetarem a tecnologia, o preço dos serviços energéticos e o comportamento dos utilizadores finais. Nesse sentido, o cenário central desta nova edição do Outlook – New Policies Scenario (O cenário Novas Políticas) – toma emconsideração os compromissos políticos e os planos anunciados por vários países no mundo, incluindo as promessas nacionais de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e os programas de abandono progressivo dos subsídios às energias fósseis, mesmo se ainda estiverem por identificar ou anunciar as medidas para concretizar esses compromissos. O documento realiza comparações com um Cenário Políticas Atuais (Current Policies Scenario, anteriormente denominado Cenário de Referência – Reference Scenario), que não inclui nenhuma alteração das políticas atuais, em meados de 2010, o que significa que os recentes compromissos não são concretizados. Além disso, são apresentados os resultados do Cenário 450, que foi primeiro apresentado em detalhe no WEO‑2008, e que estabelece uma via coerente com a meta dos 2°C e a limitação da concentração dos gases com efeito de estufa na atmosfera em torno de 450 partes por milhão de equivalente CO2 (ppm eq. CO2).

No Cenário Novas Políticas, a procura de energia primária aumenta 36% entre 2008 e 2035, passando aproximadamente de 12.300 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (Mtep) para 16.700 Mtep, correspondendo a uma média anual de 1,2%, uma taxa que deve ser comparada com a média anual de 2% dos últimos 27 anos. A taxa de crescimento da procura projetada é inferior à do Cenário Políticas Atuais, no qual a procura aumenta 1,4% por ano no período 2008‑2035. No Cenário 450, a procura ainda cresce entre 2008 e 2035, mas somente de 0,7% por ano. Os combustíveis fósseis – petróleo, carvão e gás natural – continuam a ser as fontes de energia dominantes em 2035 nos três cenários, embora a sua percentagem no combinado global de combustível primário varie fortemente. As quotas das fontes de energias renováveis e nucleares são comparativamente mais elevadas no Cenário 450 e mais baixas no Cenário Políticas Atuais. As evoluções possíveis – e logo, as incertezas quanto à utilização futura da energia – são muito maiores para o carvão, a energia nuclear e as fontes de energia renováveis não hidroelétricas.

Fontes não renováveis permanecem dominantes

Ainda segundo o documento WEO 2010, no Cenário Novas Políticas, a procura mundial para cada fonte de combustível aumenta, sendo os combustíveis fósseis responsáveis por mais de metade do aumento da procura de energia primária total.

O petróleo continua a ser o combustível dominante no combinado de energia primária durante o período considerado no Outlook, embora a sua participação, que se manteve a 33% em 2008, caia para 28% à medida que os preços elevados e as ações dos governos a favor da eficiência do combustível acarretam uma redução mais acentuada do petróleo nos setores industrial e da geração de eletricidade e que começam a surgir mais oportunidades para substituir os produtos petrolíferos por outros combustíveis no transporte. A procura de carvão aumenta aproximadamente até 2025 e declina lentamente em seguida, durante o resto do período considerado no Outlook. O aumento da procura de gás natural é muito superior à procura de outros combustíveis fósseis devido às suas características ambientais e práticas mais favoráveis e aos constrangimentos ligados à implementação suficientemente rápida das tecnologias de baixo de teor de carbono.

Segundo o WEO 2010, a participação de energia nuclear aumenta, passando de 6% em 2008 para 8% em 2035. A utilização de energias renováveis modernas – incluindo as energias hidroelétrica, eólica, solar, geotérmica, a biomassa moderna e marítima – triplica durante o período do Outlook, passando a sua participação na demanda da energia primária total de 7% para 14%. O consumo da biomassa tradicional cresce ligeiramente até 2020, baixando em 2035 para um nível um pouco inferior ao atual, à medida que os agregados familiares utilizam cada vez mais combustíveis modernos nos países em desenvolvimento.

Crescimento da demanda concentrado nos emergentes

Os países que não são membros da OCDE representam 93% do aumento previsto na procura mundial de energia primária no Cenário Novas Políticas, o que reflete um aumento mais rápido das taxas de crescimento da atividade econômica, da produção industrial, da população e da urbanização.

A China, onde a procura disparou nos últimos dez anos, será responsável por 36% do crescimento previsto na utilização da energia global, e a sua procura aumenta 75% entre 2008 e 2035. Em 2035, a China representa 22% da demanda mundial, a comparar com a sua participação atual de 17%. A Índia é o segundo maior contribuidor para o aumento da procura mundial até 2035, representando 18% desse aumento: durante o período considerado no Outlook, o seu consumo de energia aumenta mais do dobro. Fora da Ásia, é a região do Médio Oriente que registra a taxa de crescimento mais rápida, com um ritmo de 2% por ano. Após um crescimento modesto até 2020, a procura global de energia nos países da OCDE estagna. Todavia, por volta de 2035, os Estados Unidos da América são ainda o segundo maior consumidor de energia no mundo, atrás da China, e muito à frente da Índia (que ocupa um terceiro lugar distante).

A procura mundial de eletricidade deverá continuar a crescer mais solidamente do que qualquer outra forma final de energia. No Cenário Novas Políticas, prevê-se um crescimento de 2,2% por ano entre 2008 e 2035, sendo mais de 80% desse aumento originado por países não OCDE.

Maior participação de fontes renováveis

O WEO 2010, sublinha que a geração de eletricidade está se transformando à medida que o investimento é direcionado para as tecnologias de baixo teor de carbono – consecutivamente ao aumento dos preços dos combustíveis fósseis e às políticas governamentais de estímulo à segurança energética e à redução das emissões de CO2.

No Cenário Novas Políticas, os combustíveis fósseis – principalmente o carvão e o gás natural – continuam a dominar o mercado; contudo, a sua participação na geração total de energia decresce de 68% em 2008 para 55% em 2035, enquanto as energias nuclear e renováveis se desenvolvem. A transição para as tecnologias com baixa emissão de carbono é particularmente destacada nos países da OCDE. De um modo geral, o carvão continua a ser a principal fonte de geração elétrica em 2035, embora a sua participação na geração de eletricidade baixe de 41% atualmente para 32%. Em termos globais, prevê-se que a transição para as energias nuclear, renováveis e outras tecnologias com baixa emissão de carbono diminuirá em um terço a quantidade de CO2 emitido por unidade de eletricidade gerada entre 2008 e 2035.

A expansão das fontes de energia renováveis terá uma influência decisiva na capacidade em conduzir o planeta para um caminho energético mais seguro, fiável e sustentável. O sector elétrico apresenta o maior potencial para desenvolver o uso das energias renováveis em termos absolutos. No Cenário Novas Políticas, a geração elétrica baseada nas energias renováveis triplica entre 2008 e 2035 e a participação de energias renováveis no total da geração de eletricidade, de 19% em 2008, aumenta praticamente um terço (atingindo o nível do carvão). Este aumento provém principalmente das energias eólica e hidroelétrica, embora esta continue a ser a fonte dominante durante o período considerado no Outlook. A eletricidade produzida a partir da energia solar fotovoltaica aumenta muito rapidamente, embora a sua participação na geração global represente apenas cerca de 2% em 2035. A utilização de biocombustíveis cresce mais de quatro vezes entre 2008 e 2035, satisfazendo assim 8% da procura de combustível para o transporte rodoviário no final do período considerado no Outlook (um aumento de 3% em relação à situação atual).

Biocombustíveis

Segundo o WEO 2010, a utilização de biocombustíveis – combustíveis de transporte derivados da matéria-prima da biomassa – deverá continuar a aumentar rapidamente durante o período analisado, graças à subida de preços do petróleo e aos apoios governamentais. No Cenário Novas Políticas, o uso global de biocombustíveis cresce de aproximadamente 1 milhão de barris/dia atualmente para 4,4 mb/d em 2035. Estima-se que os Estados Unidos, o Brasil e a União Europeia permanecerão os maiores produtores e consumidores mundiais de biocombustíveis. Os biocombustíveis avançados, incluindo os derivados de matérias-primas lignocelulósicas, entrarão provavelmente no mercado por volta de 2020, principalmente nos países da OCDE.

Ainda que em países como o Brasil se observe um aumento de competitividade e redução de custos dos biocombustíveis, o WEO 2010 sugere que o custo de produção atual dos biocombustíveis seja muitas vezes superior ao custo atual do petróleo importado, de tal forma que são geralmente necessários incentivos governamentais para torná-los competitivos face aos combustíveis à base de petróleo. O apoio governamental global atingiu 20 bilhões de dólares em 2009 e foi principalmente concedido pelos Estados Unidos e pela União Europeia.

Energia e desenvolvimento humano

Apesar da utilização crescente da energia no mundo inteiro, muitos lares dos países em desenvolvimento não têm ainda acesso aos serviços modernos de energia. Os números são impressionantes: estima-se em 1,4 bilhões o número de pessoas – mais de 20% da população mundial – que não têm acesso à eletricidade e a 2,7 bilhões – cerca de 40% da população mundial – as que dependem ainda do uso tradicional da biomassa para cozinhar. Pior ainda, as projeções da AIE sugerem que se trata de um problema a longo prazo, pois no Cenário Novas Políticas, 1,2 bilhões de pessoas continuam a não ter acesso à eletricidade em 2030 (a meta fixada para o acesso universal aos serviços modernos de energia), 87% das quais residentes em zonas rurais.

Dar a prioridade ao acesso a serviços modernos de energia pode contribuir para acelerar o desenvolvimento econômico e social. O Objetivo de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas, de erradicar a pobreza extrema e a fome em 2015, não será atingido se o acesso à energia não melhorar substancialmente. Para alcançar esse objetivo, deverá ser facultado a 395 milhões de pessoas suplementares o acesso à eletricidade e a um bilhão de pessoas suplementares o acesso a combustíveis limpos para cozinhar. (fonte: MME, com informações da Agência Internacional de Energia)

Fonte: http://www.ambienteenergia.com.br

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Sacos de Jornal

Dia desses, quando recusei a sacolinha plástica numa loja, ouvi da moça do caixa: mas como você faz com o seu lixo? Não foi a primeira vez que me perguntaram isso. A grande justificativa das pessoas que dizem que "precisam" das sacolinhas é a embalagem do lixo. Tudo bem, não dá mesmo pra não colocar lixo em saco plástico, mas será que não dá pra diminuir a quantidade de plástico no lixo? Melhor do que encher diversos saquinhos plásticos ao longo de uma semana é usar um único saco plástico dentro de uma lixeira grande na área de serviço, por exemplo, e ir enchendo-o por alguns dias com os pequenos lixinhos da casa (da pia, do banheiro, do escritório). Se o lixo é limpo, como de escritório (papel de fax, pedaços de durex, etc), pode ir direto para a lixeira sem proteção. No caso dos lixinhos da pia e do banheiro (absorventes, fio dental, cotonetes), o melhor substituto da sacolinha é o saquinho de jornal. Ele mantém a lixeira limpa, facilita na hora de retirar o lixo e é facílimo de fazer. Leva 20 segundos. A ideia veio do origami, que ensina essa dobradura como um copo. Em tamanho aumentado, feito de folhas de jornal, o copo cabe perfeitamente na maioria dos lixinhos de pia e banheiro que existem por aí. Veja:

Você pode usar uma, duas ou até três folhas de jornal juntas, para que o saquinho fique mais resistente. Tudo no origami começa com um quadrado, então faça uma dobra para marcar, no sentido vertical, a metade da página da direita e dobre a beirada dessa página para dentro até a marca. Você terá dobrado uma aba equivalente a um quarto da página da direita, e assim terá um quadrado.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEicrbincCr1VVSn8aDzxumD1z32IRJ_lIE4GPRg8LJ6rs_Qbg3ugztaDINTqf5PkoPhDTj8e7Jc4yjTU93dIRZD1f7Pmm7AQ_vdYYjeTkFCsj-1J99Rvp8X0c8U6IvEXwEwu1A2PZzzL1Wm/s200/saco+jornal+1.jpg

Dobre a ponta inferior direita sobre a ponta superior esquerda, formando um triângulo, mantendo a base para baixo.


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiTbW4q9ZY16hZnBLLVnl7BAoY8P1ElZgXIMPnRKdnZoerSs6y3D-bYSUcwQ2fy-wlYi24Qufi-hqAB_-bnii0YVVZ-798G-BrZ9EHgaS0pi0a6ndfmyAitvN_RpIj0thr6LqvfAK-VCv7H/s200/saco+jornal+2.jpg

Dobre a ponta inferior direita do triângulo até a lateral esquerda.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgftLwI5olbhgJS94ytE-OSqJsBJuuQLvj0zAnwnAHzzkBXo4VoiQDaFvlgTm0u2SvvIgCHshgC21KsF1CDJWx0Cw9A8JzFhlF9YhzcXYIssHmGwCe5MD3ET-oh-ZmW-A9w1zUrsljGlDLe/s200/saco+jornal+3.jpg

Vire a dobradura "de barriga para baixo", escondendo a aba que você acabou de dobrar.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhDsDKnYosKpcap8PS8SP2TDzFUXTvM0GBWxSdOfxABvCP2bKE2d9djQRJ4o_sFUscvPrMZKsfgG1NgIAFTfmybAwhfZzu2J-9KZiUnJ9dgZYkGn-4JfHSte3qNDCJsp6Pq6vhCKmbiNtsr/s200/saco+jornal+4.jpg

Novamente dobre a ponta da direita até a lateral esquerda, e você terá a seguinte figura:

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhdZfG5-sgVtopV6Jn7CsTWnieFxQy25Ox7yGiW2Y5OJ5zz6h-q5iLXl2y2k0eBR0hv4EDSUhhcuPUzvVIx_1Qx2CJPaYK2kE72ctKcGsradWo1tvHu5jCFoXRsFmMuk7RLvtpoyNEONi2n/s200/saco+jornal+5.jpg

Para fazer a boca do saquinho, pegue uma parte da ponta de cima do jornal e enfie para dentro da aba que você dobrou por último, fazendo-a desaparecer lá dentro.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgVKfSuq1hI91JtOIrJ5gr4tUBKs10XBDPkLLSTKS_Tt90DxRBWg_C5IhJuC5X1P15WicCuVBQn8AmWqvg-Qr3xbkAdBCZ7oi4O8Z9-K1aakXEHBTO0SA08eQf1wP_YzI_bGtECL6Lmbtsk/s200/saco+jornal+6.jpg

Sobrará a ponta de cima que deve ser enfiada dentro da aba do outro lado, então vire a dobradura para o outro lado e repita a operação.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhD0L4Pk5WgL0Qfh2fcgE9Xa40Jj_GUmQbn97viZpkr8dYn3yhHn3Rc_L_sQuEpJhGf7tGCDWem7iJUUF7N5pDIhBr9jzcT-goIGfeWVw2uObwq51krMDa_9cH5Ovhbab4i0bkkBrnpa_dq/s200/saco+jornal+7.jpg

Se tudo deu certo, essa é a cara final da dobradura:

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgjB6DocG5thb2YmuUuqPINec6voOC7YltL0etlfq3LpMAjUpECk0gQF9L-Ezl9TciPDZY41XJ4qIdnoncnE0SZw01ZXcD3qndbA53PylPAvct46U_NGbZbRo-YyrNz-yvJVCwKllOe8-If/s200/saco+jornal+8.jpg

Abrindo a parte de cima, eis o saquinho!

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi4BjjpGSnkRwP88O0Kf3vCt2Qy9A8aB18PHqnp3M1GfOLuBTYXNQYYQLUgDtMgfUJXXaKZ9b5txrrhdsMXFshsu7kJTk_qVvzO1ub91ab9HUOAWLKFENWGZJJX1bzD1pVniCswRnAgC7K3/s200/saco+jornal+9.jpg

É só encaixar dentro do seu cestinho e parar pra sempre de jogar mais plástico no lixo!

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgnzSoD-8-dzR-GAzMd-MUQl4J3rWsNUMKQHe4I27pSYyOixlk5z44Lv3bcnu0YZKqXeb2GFCV1bSHPeoMqE9V2GydRUEJ2o6VgaNE-_ABKbM4bOKhZb9z31KLTFI4q5iBVamBEXIDrdTn_/s200/saco+jornal+10.jpg

Que tal?

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjjOyCqKr72HU_YHzir_6hYs6bJbfiEfSbUengLLTpSsKM2-FaQoS6ndokk9SLG2iwnKLchc-q_v-Djr4KmP7WiZPu-qQKLP0UJBwrGMAMEG8x9K4rk7-mjm9yyUmApYdwKacnUVsn4qG90/s200/saco+jornal+11.jpg

Pode parecer complicado vendo as fotos e lendo as instruções, mas faça uma vez seguindo o passo a passo e você vai ver que depois de fazer um ou dois você pega o jeito e a coisa fica muito muito simples. Daí é só deixar vários preparados depois de ler o jornal de domingo!


Maior Usina Solar Fotovoltaica dos EUA

Localizada a 60 quilômetros de Las Vegas, na cidade de Boulder, a usina de Copper Mountain entrou em funcionamento no dia 07/12/2010 com a capacidade instalada de 48MW.

A usina, um empreendimento da Sempra, levou 11 meses para ser construída e possui 775 mil painéis solares que ocupam uma área de mais de um milhão de metros quadrados.

A energia gerada está sendo comprada pela Pacific Gas & Electric (PG&E), que pretende com isso cumprir a meta de renováveis estabelecida pelo governo da Califórnia. Segundo a lei estadual, 20% da geração das empresas fornecedoras de eletricidade deve ser proveniente de fontes alternativas já em 2010.

A usina de Copper Mountain entra para o “top 5” das maiores do planeta, ficando atrás de instalações do Canadá, Itália, Alemanha e Espanha.

Fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/?id=726549