quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Projeto de Lei incentiva energia solar



O deputado Felipe Bornier (PSD-RJ) apresentou na Câmara dos Deputados o projeto de Lei 2952/11 que institui o Programa de Incentivo ao Aproveitamento da Energia Solar – Prosolar. O Prosolar autoriza a União a estabelecer metas nacionais de geração de energia solar para 1% do total da matriz elétrica brasileira nos próximos três anos e de 3% em cinco anos, e ainda permite que o governo diminua o Imposto sobre Produtos Industrializados de conversores, fotovoltaicos e outros equipamentos do sistema de energia solar até 2016. De acordo com o projeto os leilões de expansão da matriz elétrica por energias renováveis devem acontecer anualmente e discriminar o percentual a ser atendido por fonte solar.  As concessionárias e permissionárias de energia elétrica deverão adquirir energia solar de centrais com capacidade instalada de até 3 MW. Outra proposta é a isenção de tarifas no uso dos sistemas elétricos de transmissão e de distribuição incidentes na produção e no consumo da energia comercializada por empreendimentos com base em fonte solar. As tarifas são zeradas por um período de dez anos. O deputado afirma que o programa contribuirá para um maior aproveitamento da energia solar e para diversificação da matriz energética. “O Brasil precisa continuar crescendo e diversificando suas fontes de energia. Esse esforço deve ocorrer por meio da busca de fontes renováveis sem impactos ambientais”, analisou. O projeto tramita apensado ao PL 5733/09, que tem caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Minas e Energia; de Desenvolvimento Urbano; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Canal Energia

VEREADORES PROPÕEM FONTES ALTERNATIVAS DE ENERGIA EM BH



VEREADORES PROPÕEM FONTES ALTERNATIVAS DE ENERGIA EM BH

Entre as propostas dos vereadores, estão a concessão de benefícios fiscais aos imóveis que adotarem tecnologias sustentáveis e autorizações para a Prefeitura utilizar o lixo como fonte de energia

Em sintonia com os esforços mundiais pela preservação dos recursos naturais do planeta, vereadores propõem medidas para incentivar a adoção de fontes de energia limpas e renováveis no município de Belo Horizonte. Lei municipal sancionada recentemente e cinco projetos em tramitação encorajam a utilização dessas alternativas, favorecendo o meio ambiente e proporcionando economia aos cofres públicos e à população.
Publicada no último mês de outubro, a Lei Municipal nº 10.282/11, proposta pelo vereador Iran Barbosa (PMDB), autoriza o Executivo a instalar sistema de aproveitamento de energia solar para aquecimento de água em prédios públicos quando da sua construção, ampliação ou reforma. A instalação deverá será feita após a elaboração de estudos de viabilidade técnica e econômica e aprovação pelos órgãos competentes, em termos a serem definidos em decreto.
O autor do PL 420/09, que deu origem à Lei, destaca a redução de 20% a 30% nos gastos públicos e a economia energética proporcionadas pela utilização dessa fonte limpa e constante, assegurando a sustentabilidade da geração de energia e seu fornecimento em longo prazo, a redução dos desmatamentos e da emissão de poluentes e menor dependência do município em relação às fontes de energia externa.
Também estimulando a utilização da energia solar, além da captação e reuso de águas pluviais e utilização de materiais sustentáveis pela população, o PL 1415/11, de Adriano Ventura (PT), propõe a concessão de benefícios tributários aos proprietários de imóveis residenciais e não residenciais que adotem essas tecnologias nas edificações urbanas, por meio do Programa IPTU Verde.
A proposta, que prevê descontos cumulativos de 2% a 6% de acordo com as medidas adotadas pelo contribuinte, tem a finalidade de encorajar a participação de toda a sociedade na preservação e recuperação do meio ambiente, proporcionando uma melhor qualidade de vida para a população de Belo Horizonte.

Redução no consumo

Já o PL 1888/11, apresentado por Sérgio Fernando Pinho Tavares (PV), que tramita em 1º turno, obriga a administração pública direta e indireta do município a substituir as lâmpadas comuns por lâmpadas LED, em todos os seus órgãos. A instalação será gradativa, na medida em que houver necessidade da substituição das unidades convencionais.
Tavares alega que, segundo o Instituto Nacional de Eficiência Energética (INEE), uma lâmpada comum transforma entre 5% e 8% da energia elétrica que consome em luz e o resto se perde em forma de calor, enquanto um LED pode transformar mais de 90% desta energia em luz. Além da economia energética, ele destaca a durabilidade e melhor qualidade da luz produzida por essas lâmpadas.

LIXO TAMBÉM É ENERGIA

Três projetos em tramitação na Casa preveem o aproveitamento dos resíduos sólidos urbanos para geração de energia, por meio da instalação de usinas para processamento desses materiais no município. Além de promover maior sustentabilidade e economia de recursos, as medidas poderão contribuir para reduzir os problemas relacionados à destinação do lixo produzido na cidade, beneficiando a qualidade ambiental e a saúde dos belo-horizontinos.
Já aprovado em dois turnos na Casa, poderá tornar-se lei em breve o PL 680/09, do vereador Léo Burguês de Castro (PSDB), que autoriza o Poder Público Municipal a licenciar entidades ou empresas públicas ou privadas para tratamento térmico dos resíduos urbanos orgânicos e não recicláveis, com geração de energia. De acordo com o texto, as licenciadas terão de produzir no mínimo 2,6 megawatts de energia para fornecimento externo, e o processo de tratamento térmico deverá respeitar as legislações pertinentes e as recomendações internacionais.
Para justificar a medida, o autor alega a redução dos impactos ambientais e dos custos da gestão dos resíduos, transformando-os de forma inteligente e devolvendo-os à municipalidade na forma de energia térmica ou elétrica.
No mesmo sentido, aguarda votação em 1º turno o PL 198/09, de Neusinha Santos (PT) e do ex-vereador Paulo Lamac, que autoriza a criação de Usina Termoelétrica no terreno onde está situado o Aterro Sanitário. A proposta prevê que os recursos para execução da medida sejam obtidos pela venda de créditos de carbono, e os custos com projetos e consultorias para viabilização destes créditos sejam objeto de dotação orçamentária específica ou captados junto a agentes financeiros.
Os autores ressaltam o “baixíssimo custo” da obtenção de energia elétrica com o aproveitamento do gás metano, que atualmente é lançado na atmosfera, reduzindo a poluição e inserindo a capital mineira no mercado mundial de créditos de carbono, mecanismo que permite a países que conseguirem reduzir a emissão de gases nocivos possam vender os direitos de emissão aos países desenvolvidos.


O ex-vereador assina ainda o PL 1201/10, que autoriza o poder público municipal, representado pela Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), a constituir empresa com o fim específico de geração de energia a partir de resíduos sólidos. Segundo ele, já existe convênio entre a autarquia e a Cemig para viabilizar a geração de energia elétrica através da queima de lixo urbano, que prevê a possibilidade da criação de sociedade de proposta especifica (SPE) para este fim. A proposta também aguarda apreciação do plenário em 1º turno.


Três projetos em tramitação na Casa preveem o aproveitamento dos resíduos sólidos urbanos para geração de energia, por meio da instalação de usinas para processamento desses materiais no município. Além de promover maior sustentabilidade e economia de recursos, as medidas poderão contribuir para reduzir os problemas relacionados à destinação do lixo produzido na cidade, beneficiando a qualidade ambiental e a saúde dos belo-horizontinos.
Já aprovado em dois turnos na Casa, poderá tornar-se lei em breve o PL 680/09, do vereador Léo Burguês de Castro (PSDB), que autoriza o Poder Público Municipal a licenciar entidades ou empresas públicas ou privadas para tratamento térmico dos resíduos urbanos orgânicos e não recicláveis, com geração de energia. De acordo com o texto, as licenciadas terão de produzir no mínimo 2,6 megawatts de energia para fornecimento externo, e o processo de tratamento térmico deverá respeitar as legislações pertinentes e as recomendações internacionais.
Para justificar a medida, o autor alega a redução dos impactos ambientais e dos custos da gestão dos resíduos, transformando-os de forma inteligente e devolvendo-os à municipalidade na forma de energia térmica ou elétrica.
No mesmo sentido, aguarda votação em 1º turno o PL 198/09, de Neusinha Santos (PT) e do ex-vereador Paulo Lamac, que autoriza a criação de Usina Termoelétrica no terreno onde está situado o Aterro Sanitário. A proposta prevê que os recursos para execução da medida sejam obtidos pela venda de créditos de carbono, e os custos com projetos e consultorias para viabilização destes créditos sejam objeto de dotação orçamentária específica ou captados junto a agentes financeiros.
Os autores ressaltam o “baixíssimo custo” da obtenção de energia elétrica com o aproveitamento do gás metano, que atualmente é lançado na atmosfera, reduzindo a poluição e inserindo a capital mineira no mercado mundial de créditos de carbono, mecanismo que permite a países que conseguirem reduzir a emissão de gases nocivos possam vender os direitos de emissão aos países desenvolvidos.
O ex-vereador assina ainda o PL 1201/10, que autoriza o poder público municipal, representado pela Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), a constituir empresa com o fim específico de geração de energia a partir de resíduos sólidos. Segundo ele, já existe convênio entre a autarquia e a Cemig para viabilizar a geração de energia elétrica através da queima de lixo urbano, que prevê a possibilidade da criação de sociedade de proposta especifica (SPE) para este fim. A proposta também aguarda apreciação do plenário em 1º turno.

Fonte: Câmara Municipal de Belo Horizonte - DOM 4.010 - 11/02/12 


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Carros terão selo de eficiência energética a partir de abril



Assim como os eletrodomésticos, os carros terão selo de eficiência energética. A medida valerá para os carros vendidos no Brasil a partir do dia 15 de abril. Não é uma opção, o uso das etiquetas será obrigatório para as montadoras que entraram no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro.
Através deste programa, que já está na quarta edição, os consumidores podem comparar o gasto de combustível dos veículos novos à venda no país. Neste ano, estão participando a Fiat, Ford, Honda, Kia, Peugeot, Renault, Toyota e Volkswagen.

Ao todo participam 157 versões de 105 modelos, isso corresponde a 55% do volume de vendas do mercado brasileiro. Sendo que até o ano passado eram “certificados” apenas 67 modelos.

Os carros serão classificados de “A” (mais eficiente) até “E” (menos eficiente). Atualmente, os equipamentos elétricos domésticos são etiquetados com o Selo Procel. Já os aparelhos domésticos a gás recebem o Selo Conpet. Assim como o consumidor tinha a opção de comprar uma geladeira mais econômica, agora poderá comprar um  modelo de carro mais eficiente e economizar até R$ 5.315,50 em cinco anos, dependendo da categoria do veículo.

Os consumidores que optarem por um dos modelos compactos de classificação “A” conseguem, em um ano, uma economia de R$ 611,87 em comparação ao que preferir o veículo com nota “E”. Em cinco anos, podem ser poupados aproximadamente R$ 3 mil, considerando 40km rodados por dia na cidade. De acordo com o Inmetro, o veículo mais eficiente faz 11,7 km por litro de gasolina, o menos eficiente apenas 9,4 Km/litro.

Será possível comparar os valores de consumo com álcool e gasolina, que aparecerão convertidos em joule. Além disso, a Etiqueta Veicular mostra os valores de referência da quilometragem por litro na cidade e na estrada. O Inmetro pretende avaliar as emissões de CO2 de cada participante do programa, a partir de 2013. 

Com informações da Band.

Redação CicloVivo

Noronha Solar

Foto: Coutinho 2012

A famosa ilha de Fernando de Noronha, em Pernambuco, terá um sistema de energia solar. A ação é do grupo Neonergia que investirá R$ 5 milhões neste projeto, que integra o Programa de Eficiência Energética aprovado pela Aneel.

A Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) será responsável pela implantação de painéis solares à rede elétrica da ilha, ou seja, a geração de energia ainda será em parte de termelétrica. Esta ação integra os projetos da Celpe em tornar a ilha mais sustentável.

O projeto de Geração Solar Fotovoltaica na ilha foi assinado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) da Aeronáutica, pois a área de cerca de seis mil metros quadrados onde serão instalados os painéis pertencem à Aeronáutica. A expectativa é que o sistema gere 600 MWh anualmente, o que representa 6% do consumo da ilha.

“Pela regras, só podemos doar placas para baixa renda e órgãos públicos. Por isso, fizemos essa parceria com o Comando da Aeronáutica. Mas essa energia gerada vai beneficiar toda a ilha”, afirmou Ana Mascarenhas, assessora de eficiência energética do grupo Neoenergia, ao Diário de Pernambuco.
A Celpe também se uniu ao governo de Pernambuco para tornar os prédios públicos de Fernando de Noronha mais eficientes. Está previsto o montante de R$ 650 mil para a compra, transporte e instalação dos equipamentos que, consequentemente diminuirá em quase 10% o consumo anual de óleo diesel utilizado na geração energética na ilha.

Os prédios também devem trocar lâmpadas, condicionadores de ar e refrigeradores de alto consumo energético. Tais aparelhos serão substituídos por iluminação LED e aparelhos com selo Procel de economia. Desta forma, serão economizadas 97,7 MWh/ano.

Algumas pousadas da ilha já usavam energia solar para aquecimento de água, porém será a primeira vez que painéis de geração de energia solar fotovoltaica serão conectados à rede elétrica de Noronha. A previsão é que o projeto seja concluído até o fim de 2012. Com informações do G1 e Diário de Pernambuco.

Redação CicloVivo

London: Electric White Cabs = Green Black Cabs


Primeiras unidades do 100% elétrico Renault Fluence Z.E começaram a circular na capital britânica no inicio do mês


A frota de táxis londrinos passa por uma repaginada verde. No início de fevereiro, começaram a circular pela ruas da cidade os primeiros modelos do Fluence Z.E, o sedã da Renault totalmente movido a eletricidade.

Disponibilizados pela firma britânica de transporte sustentável Car Climate, o veículo é alimentado por baterias de lítio que proporcionam uma autonomia de 160 quilômetros sem emitir um grama sequer de CO2. Os carros podem ser encontrados no centro da cidade, região com maior concentração de estações de recarga elétrica. A tarifa é igual à cobrada pelos táxis tradicionais.
A iniciativa vai de encontro ao objetivo da capital britânica de realizar as Olimpíadas mais verdes de que se tem notícia. Outros projetos de transporte ecológico também estão em andamento. No ano passado, o governo iniciou a substituição dos icônicos "Black cabs" londrinos a diesel por modelos similares por fora, mas mais verdes sob o capô, já que contam  com propulsão a hidrogênio. Com emissão zero de gases nocivos à atmosfera, os novos modelos liberam apenas água pelo escapamento.
Reformular a frota de táxis ajuda, mas não resolve o problema da poluição atmosférica. Para melhorar a qualidade do ar na cidade, o prefeito Boris Johnson resolveu apelar para uma “cola mágica”. Durante os próximos meses, as ruas da cidade vão receber uma solução química capaz de atrair partículas de poeira fina do ar e prendê-las ao asfalto. 

Fatos&Fotos: Alpes de Plástico


Os glaciares que abastecem a Europa de água potável perderam mais da metade do seu volume, 
no século passado. Na foto, trabalhadores da estação de esqui do glaciar de Pitztal, na Áustria, cobrem o glaciar com uma manta especial para proteger a neve e retardar o seu derretimento, durante os meses de Verão...

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Solar: incentivo fiscal para usuários


Da Agência Ambiente Energia – Tramita na Câmara dos Deputados projeto que concede incentivos fiscais a quem utilizar energia solar em residências e empreendimentos. O projeto de lei 2562/11, do deputado Irajá Abreu (PSD-TO), prevê que os contribuintes poderão deduzir do imposto de renda devido, até o ano de 2020, parte das despesas com a aquisição de bens e serviços necessários ao uso de energia solar.
O objetivo da proposta é aumentar a utilização da energia solar, reduzindo seu custo e estimulando aenergia renovável.  Sujeito à apreciação conclusiva, o projeto foi distribuído às comissões de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
A dedução prevista, com base na tabela do imposto de renda para pessoa física, tem os seguintes limites: de 100% entre R$ 1.499,16 e 2.246,75; de 75% entre R$ 2.246,76 e 2.995,70; de 50% entre R$ 2.995,71 e R$ 3.743,19; de 25% acima de R$ 3.743,19. Esses valores deverão ser reajustados conforme a atualização da tabela do imposto de renda.
No caso da pessoa jurídica, a dedução é de 100% para a empresa de pequeno porte; de 75% para a empresa regida pelo Supersimples; de 50% para a empresa regida pelo lucro presumido; e 25% pela regida pelo lucro real. As instalações que empreguem energia solar para aquecimento de água ou geração direta de energia deverão ser inspecionadas pelas distribuidoras de energia locais. Clique aqui para ver o projeto na íntegra.
(As informações são da Agência Câmara)
Fonte: Da Agência Ambiente Energia 

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Bio-bateria transforma papel velho em eletricidade


O mecanismo utilizado pela bio-célula é semelhante ao usado por formigas e cupins para digerir a madeira e transformá-la em energia. [Imagem: Sony]
Recarregando com papel
A Sony apresentou um protótipo de bateria alimentada por papel velho.
A tecnologia gera eletricidade transformando papel picado em açúcar, que por sua vez é utilizado como combustível para gerar eletricidade.
Se chegar ao mercado, a inovação pode permitir que as pessoas recarreguem seus equipamentos portáteis utilizando lixo.
A equipe que desenvolveu o projeto afirmou que as bio-baterias são ecologicamente corretas por não utilizarem produtos químicos nocivos e nem metais.
A novidade foi apresentada durante uma feira de produtos ecológicos.
Os técnicos da empresa convidaram as crianças que visitavam a feira para colocar pedaços de papel e papelão em um líquido composto de água e enzimas, e depois agitá-lo.
O equipamento foi ligado a um pequeno ventilador, que começou a girar alguns minutos mais tarde.
Biocélula
O processo funciona usando a enzima celulase para decompor os materiais em açúcar (glicose).
O açúcar se combina com o oxigênio e outras enzimas, ainda que retiram do material elétrons e íons de hidrogênio.
Os elétrons foram usados pela biocélula para gerar eletricidade. Ela gera ainda, como subprodutos, água e ácido gluconolactona, que é comumente usado em cosméticos.
Pesquisadores envolvidos no projeto compararam o mecanismo com o utilizado por formigas e cupins para digerir a madeira e transformá-la em energia.
Suco de papel
O projeto é uma modificação de uma bio-bateria já apresentada pela empresa em 2007, quando um Walkman foi alimentado por suco de frutas.
Desta vez, a empresa se restringiu a um pequeno ventilador, já que a energia demora um pouco a ser gerada, e também não dura muito.
"Claro, isto ainda está em fase muito inicial de desenvolvimento, mas quando você imagina as possibilidades que essa tecnologia poderia oferecer, torna-se muito emocionante, de fato," disse Yuichi Tokita, pesquisador da empresa.
O princípio de funcionamento desta bio-bateria é diferente de uma outra bateria de papel, criada por pesquisadores da Universidade de Stanford.
Fonte: BBC & Inovação Tecnológica

Pirita: Nova Geração de Células Solares

"Ouro de tolo" ilumina caminho para nova geração de células solares


Apesar de sua semelhança com o ouro, a pirita não passa de um sulfeto de ferro. Mas ela está abrindo o caminho para uma nova geração de células solares. [Imagem: Oregon State University]

Ouro dos sábios
A pirita é conhecida como "ouro de tolo" por muito boas razões - apesar de parecer ouro, ela não passa de um sulfeto de ferro.
Mas agora os não tão ingênuos "garimpeiros de novos materiais" podem ser os últimos a dar suas risadas, sobretudo porque eles estãointeressados em uma riqueza renovável.
E a pirita pode ser a fonte para uma nova geração de células solares, muito mais baratas de se fabricar.
As células solares hoje são caras porque são difíceis de fabricar e usam matérias-primas caras. Já a pirita é barata e ambientalmente benigna.
Pirita grau solar
A pirita tem uma capacidade enorme para absorver energia solar, além de poder ser fabricada em películas 2.000 vezes mais finas do que as películas de silício.
No entanto, ela não converte a energia que absorve em eletricidade.
"Nós sabemos há muito tempo que a pirita tem propriedades interessantes para a energia solar, mas acontece que, na prática, ela não funciona. E nós sabemos realmente por que," conta Douglas Keszler, da Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos.
Ou, pelo menos, não sabiam.
Keszler e seus colegas acabam de descobrir que isso acontece porque o calor gerado pela grande absorção de energia solar faz com que a pirita comece a se degradar, formando compostos que impedem a geração da eletricidade.
Quase de graça
Também enganados pelo ouro de tolo, os cientistas então começaram a garimpar materiais que imitem a pirita - se possível, com suas vantagens e sem suas desvantagens.
Eles descobriram que o sulfeto de ferro-silício (Fe2SiS4) é o candidato ideal.
"O ferro é um dos elementos mais baratos para se extrair, o silício é o segundo, e o enxofre é virtualmente grátis," entusiasma-se o pesquisador. "Esses compostos são estáveis, seguros e não se decompõem. Não há nada aqui que possa acabar com a festa da criação de uma nova classe de materiais para células solares".
A pesquisa ainda não está finalizada, e os cientistas afirmam que poderão encontrar compostos similares - o germânio é uma das opções, uma vez que ele pode entrar no composto em substituição ao silício, criando um Fe2GeS4.
Agora a tarefa está a cargo da engenharia, que deverá construir as primeiras células solares com o novo material e confirmar se ele justifica todo o entusiasmo inicial - ou se não se transformará em uma pirita dos tolos.
Fonte: Site Inovação Tecnológica